ISBN: 978-85-8057081-6 | Editora Intrínseca | 304 páginas | Nota: ✮✮✮✮✮
Acho que livros - depois dos amigos - são o que podem melhor descrever a palavra latíbulo. É uma espécie de universo paralelo ao nosso, uma história que pegamos emprestada quando estamos cansadas ou enjoadas da nossa, e queremos esquecê-la por um momento. Ano passado, mais uma vez por conta da faculdade, li muito pouco, e prometi a mim mesma que não cometeria o mesmo erro em 2014. Ler é saudável, ler é bom: aumenta nossa imaginação, nosso vocabulário, muda nossa forma de enxergar as coisas.
Nos primeiros quinze dias de janeiro, reli a Saga Crepúsculo - na verdade, os três primeiros livros. Sei que inúmeras pessoas tem um certo preconceito com a história, mas não me envergonho em dizer que é a minha série favorita. Posso não mais enaltecê-la, como fazia quando tinha 17 anos, mas ainda a admiro muito. Pensei em escrever sobre ela aqui, mas como é uma história velha da qual todos já tem conhecimento, resolvi falar sobre uma descoberta feliz que fiz ontem, quando passeava pela livraria com a minha irmã.
Nunca antes ouvi falar do livro "Bela Maldade", da escritora australiana Rebecca James. Também nunca antes ouvi falar da tal escritora. E, no meio de tantos best-sellers, a capa roxa de escrita holográfica chamou - e muito - a minha atenção. E claro, o preço! Só $9,90. Li a sinopse na orelha e não tive dúvidas: trouxe-o para casa comigo.
O livro conta a história de Katherine Patterson, uma menina de 17 anos que se muda para Sidney (Austrália) a fim de exterminar às lembranças de uma tragédia que devastou sua família. Longe dos pais e de tudo que a faz lembrar do seu passado, ela procura recomeçar sua vida, tendo o cuidado de não chamar a atenção para si, fazer amigos ou qualquer coisa que pudesse trazer o seu segredo à tona. Mas ela não escapa dos encantos de Alice Parrie. Uma menina popular, alegre, sociável. Um tanto quanto egocêntrica, mas muito cativante. E Katherine enxerga nessa amizade, a oportunidade de voltar a ser feliz. Mas, Katherine percebe com o tempo, da mesma forma que Alice consegue ser simpática e cordial com as pessoas, ela também pode ser perversa e até cruel, quando quer. E assim o livro se desenrola: o que Alice quer de Katherine, afinal? Qual a relação de Katherine e Alice com as irmãs Boydell? Porque Katherine, tendo apenas 16 anos na época da tragédia, se responsabiliza pelo que aconteceu com sua família?
É uma história completamente envolvente, daquelas que não te deixa largar o livro enquanto todos os mistérios não forem desvendados. Eu comecei a ler ontem mesmo, e sempre que fazia uma pausa entre um capítulo e outro, ficava angustiada, imaginando o que poderia ter acontecido ou o que ainda iria acontecer. E enquanto lia, sentia as emoções dos personagens; a descrição dos sentimentos, cenários, expressões é tão minuciosa, que fez com que eu conseguisse criar as cenas na minha cabeça com facilidade. Achei um livro um tanto quanto reflexivo também, mas isso é pessoal. Após terminá-lo, passei um tempo pensando sobre o quanto a própria vida pode ser cruel com algumas pessoas, sem que elas mereçam de fato.
As páginas tem uma ótima textura, são amareladas - o que não cansa os olhos tão facilmente - e a diagramação é ótima, o texto é justificado, tem um bom espaçamento e a margem esquerda é ideal - não faz com que você "arreganhe" o livro para ler, sabe? Isso preserva a lombada, não a deixa com aquelas marcas feias. Não preciso nem falar da capa, né? Foi o que mais me motivou a trazer o livro pra casa <3 É bem feminina, (o que pode ser considerado um pequeno defeito, ao meu ver). É um tom de roxo-azul lindo, o título em uma fonte cursiva e acabamento holográfico em toda a escrita da capa, contra-capa e lombada. É um livro muito fotogênico, e daqueles que eu costumo olhar e pensar: vai ficar lindo na minha estante!
Foi um investimento muito bom, levando em consideração o preço e o fato de que eu nunca sequer tinha ouvido falar dele. Penso muito sobre isso também; em meio a tantos best-sellers espalhados por aí, dos quais as pessoas falam sem parar, quantos livros bons existem e não tem o reconhecimento merecido? Vale a pena gastar algumas horas em uma livraria, garimpando, procurando coisas novas. Nem que elas sejam novas apenas para você.
Espero que tenham gostado da minha primeira resenha!
Beijos e até a próxima!
Bruna.

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